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O melhor pastel do mundo

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Se tem uma coisa que eu amo de paixão é pastel, aquela massa crocante com um recheio suculento que cai bem em muitas ocasiões, além de ser prático e barato.

Desde criança sempre idolatrei esse quitute, pedia para minha mãe fazer nas festas de aniversário, era sempre o ponto alto do evento (sim, mais que o brigadeiro).

Hoje eu tinha que esperar o eletricista em casa, então isso queria dizer que não ia para o escritório. Algo que sempre gosto de fazer, afinal em casa dá pra se concentrar sem interrupções.

Só que tentei unir o útil ao agradável e decidi aproveitar que estava com a manhã livre (de certa forma, porque o trabalho não parava de acumular) e ir pegar meus remédios no posto de saúde.

Acordei às 10, tomei duas pílulas de cafeína e consegui sair da cama às 11, não me alimentei direito e quando eram 11:30 já estava atordoado só pensando em comida. Tentei comer alguma coisa para aumentar meu índice glicêmico sem sucesso, só pensava mais ainda em comida.

Pensei em pedir pizza, mas era muito cedo e nenhum lugar estava aberto, em sair para comer algo para preencher esse buraco interno, mas no dia anterior já tinha ido ao McDonalds e eu precisava mesmo ir até o posto de saúde hoje sem falta.

Foi quando me ocorreu que o posto de saúde era relativamente perto (3km) da minha pastelaria favorita.

Essa pastelaria ficava no coração do meu bairro antigo, um pacato bairro de São Paulo que fica próximo ao centro, mas que é afastado ao mesmo tempo. Onde você vê condomínios com nomes pomposos e ao mesmo tempo crianças brincando em ruelas, onde não existe falta de vagas para estacionar e os moradores fazem compras no comércio local. Onde a vista é legal e o ar parece mais puro.

O pastel de lá é o melhor que já comi na vida (e olha que já comi muito pastel). Eles possuem as combinações mais inusitadas que você pode esperar como milho com palmito ou carne com milho (sim eu amo milho!), além dos clássicos como pizza ou calabresa.

Morei ao lado dessa pastelaria por quatro anos, ela foi meu conforto em inúmeras situações. Em especial depois de chegar em casa após um árduo dia de trabalho com faculdade ou minhas tardes depressivas de sábado sozinho em casa. Nada como um bolinho de queijo frito ou pastel de queijo que substituem um abraço.

Quando caiu a ficha da quantidade de coisas que estavam atrasadas para fazer no trabalho ou que precisava de remédios urgentes, não pensei em resolver um ou outro. Só conseguia pensar no pastel.

Dado a quantidade de projetos atrasados e emails que precisava responder para ontem, decidi que a melhor coisa a se fazer seria cruzar a cidade por oito quilômetros.

Peguei um táxi e no trajeto de 40 minutos passei por pontos que sempre desprezei, mas hoje trouxeram uma grande nostalgia e introspecção, a igreja do bairro, o bar de esquina que ficou reformando durante um ano, o parque onde costumava correr…

Quando cheguei pedi meus clássicos pasteis com muito milho e um bolinho de queijo, que ficou pronto antes. Assim que o comi enquanto os pasteis ficavam prontos, subitamente perdi o interesse por toda a experiência.

Todo o romance que tinha criado em minha cabeça imediatamente se dissipou, quando os pasteis chegaram, tentei fazer um esforço para aproveitar (lembrando todo o rolê que tinha sido chegar até aí), mas não conseguia. Nas primeiras mordidas o pastel estava quente demais, depois eu fiquei sem fome. Quando insisti em comer, o recheio parecia pouco ou “não quente o suficiente”.

Se estou sem fome, não costumo comer apenas por educação, jogo fora mesmo, já tenho problemas de peso e auto-imagem demais. Mas nesse fui no piloto automático e comi tudo.

Talvez eu tenha criado alguma expectativa em cima da experiência, um certo romantismo, mas saí de lá com uma sensação de vazio maior do que cheguei.

Esse sou eu com o pastel… Relacionamentos… Projetos… Amigos… O caso acima foi apenas mais um dia comum da minha vida.

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Como não sentir efeito colateral de remédios

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Esse artigo não é nada científico, também não sou médico, que fique claro que é apenas minha experiência pessoal.

Não importa se é antidepressivo, estabilizador de humor ou anticonvulsivo, já tentei dos mais diversos sabores de remédio para meu transtorno bipolar e parece que meu organismo não gosta de nenhum.

Sofro com os mais clássicos efeitos colaterais, como boca seca, ânsia de vômito e problemas digestivos até os mais pesados como hipotireodismo, cirrose hepática ou até parar no hospital com alergia severa.

Mas e como diminuir os efeitos colaterais?

Uma coisa que aprendi, é que é possível diminuir efeitos colaterais dos remédios com algumas dicas básicas.

A primeira dela: nunca leio a bula.

As consequências do efeito placebo são amplamente estudadas. Basicamente, é o efeito que uma pessoa sente ao achar que está tomando um medicamento, mas na real não está. A maioria das pesquisas médicas compara pacientes que tomaram o medicamento real com pacientes que tomaram um placebo e comparam os efeitos entre os grupos.

No caso de doenças mentais esse tipo de pesquisa é mais importante ainda porque os efeitos de um medicamente raramente podem ser constatados no sangue. Num teste de remédio para diabetes, por exemplo, é possível medir a glicemia, mas num teste de medicamento para transtorno bipolar, não tem exame laboratorial que mede o resultado.

Voltando para a nossa realidade, se têm pessoas que relatam melhora perceptível nos sintomas mesmo sabendo que estavam tomando pílulas falsas, imagina o que nosso cérebro não faz sabendo dos efeitos colaterais antes mesmo de tomar um remédio?

Então minha regra é nunca ler a bula antes de começar um tratamento. Deixo claro para meu psiquiatra que não quero saber dos efeitos colaterais também e peço para ele me avisar de tudo que deveria saber que poderia estar na bula (interações com medicações, alimentos, periodicidades, etc). Eu basicamente transfiro a tarefa de bula para meu médico e deixo claro isso para ele.

Claro que isso vai depender do relacionamento que você possui com seu psiquiatra, eu tenho a liberdade de mandar mensagem ou ligar caso algo estranho estiver acontecendo para tirar uma dúvida.

Mas tem outra coisa

Além de não ler a bula, tem outra coisa que faço que ajuda muito nos efeitos colaterais. A ideia de começar um tratamento com a mente aberta.

Parece um papo meio espiritual demais, mas a ideia é ir de coração aberto para todo tratamento novo.

Eu sou muito contra antidepressivos. De maneira geral eles não funcionam para quem tem transtorno bipolar e no meu caso específico eu já sofri muito porque antes de ser diagnosticado tentamos várias combinações de antidepressivos que me fizeram ter variações de humor e umas depressões complicadas. Então sempre que surge a ideia de antidepressivo, eu fico com os dois pés atrás.

Mas recentemente meu psiquiatra me apresentou a um antidepressivo específico que tem um mecanismo de ação diferente dos outros, não costuma engordar e foca na dopamina ao invés de serotonina. Eu tive que maturar um pouco a ideia, mas fui de corpo e alma e com vontade de fazer acontecer para o tratamento. Acredito que se tivesse começado com meu viés negativo, provavelmente estaria sofrendo mais efeitos colaterais ou quem sabe nem aproveitando os efeitos terapêuticos.

Eu já consigo ver claramente essas duas técnicas em ação no meu dia-a-dia.

Esses dias eu estava com dificuldade de acordar após começar um tratamento novo e depois de uma semana nesse estado falei com meu psiquiatra. Ele me explicou que um dos efeitos colaterais do remédio era me deixar sedado e mudamos o horário da dose. Imediatamente comecei a ficar com sono logo após tomar o remédio, algo que não acontecia antes de saber desse efeito, era meu cérebro entrando na ideia dos efeitos colaterais.

Em outros casos, principalmente medicamentos que mexem muito com órgãos vitais – como o lítio – é impossível não sentir a boca seca que fica após a dosagem diária.

Entre quatro a oito semanas após o tratamento começar, quando estou completamente adaptado, leio a bula só por curiosidade. Já que a probabilidade de um efeito colateral aparecer a essa altura é quase nula e meu cérebro sabe disso.

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O fora mais elegante que já dei na vida

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  • (23:39:05) Ele: Já assistiu UP?
  • (23:39:23) Eu: nao, queria assistir
  • (23:40:01) Ele: Vai comigo, sou uma ótima companhia!
  • (23:40:10) Eu: vc n tem namorado?
  • (23:40:23) Ele: Ex
  • (23:40:38) Ele: coisa recentíssima
  • (23:40:59) Eu: mas entao… to sem grana pra ir no momento, deixa pra outra hora
  • (23:41:06) Ele: essa semana, pra ser mais preciso. Soh precisamos bater o martelo e fazer as burocracias virtuais (tirar do orkut…blá blá blá)
  • (23:41:10) Ele: hauahauahauaha
  • (23:41:24) Ele: Okay… mas não pode ir no cinema com um amigo?
  • (23:41:25) Ele: tsc tsc
  • (23:41:31) Ele: que malícia a sua
  • (23:42:14) Eu: eu nao maliciei nada, só pensei q ele talvez quisesse ir junto
  • (23:42:37) Ele: Hum…elegante da sua parte!
  • (23:42:42) Ele: o fora mais elegante que eu já tomei
  • (23:42:43) Ele: aahahahahah